Monthly Archives: March 2013

… Daí que eu me mudei.

E não vai ter foto pra fazer a ilustração porque nessa casa tá faltando um monte de coisa, até foto.

 

Acontece que um belo dia eu estava na aula e recebo uma mensagem: “você ainda está procurando quarto?”. Praticamente saí correndo pra responder “SIM CLARO AGORA ONDE?! TO INDO!”. E fiquei pensando com os meus botões, mas da onde esse ser humano sabe que eu to procurando quarto?… Daí ligam os pauzinhos no cérebro: se lembra daquele primeiro exemplo que eu usei pra descrever as pessoas que não tem consideração pra alugar casa? Que eu cheguei, não tinha ninguém lá, liguei liguei e quando eu vejo a pessoa tinha recém passado a vaga? Então. Esse cara mesmo.

Achei muito estranho o cara ter lembrado de mim… Acontece que ele reformou 2 quartos na parte baixa da casa, e um deles dava pra mim dividir comigo e a minha colega, por um preço razoavelmente acessível, numa ótima localização. Fechamos na hora.

Mas é claaaaaaaaaro que as coisas não são sempre 100%. Bom, explicando um pouco pra vocês: quando você aluga um apartamento aqui em Dublin, ou no meu caso um quarto, ele geralmente vem mobiliado. Mobiliado mesmo, pronto pra usar. É responsabilidade do Landlord (dono da casa, que aluga o lugar pra você) providenciar as coisas, porque você é que sai da casa, não as suas coisas. Então ele precisa deixar tudo lá porque quando você sair, uma nova pessoa vai entrar na casa pra usar as mesmas coisas que você usava. Não é que nem no Brasil que a gente sai carregando móvel pra cima e pra baixo não… Bem, o que acontece é que a casa que eu me mudei estava recém sendo reformada. Todos moradores são recentes. E ainda estavam faltando muitas coisas, como por exemplo… panelas! A gente não sabia, começou a pegar umas panelas pra cozinhar, e quando vimos a tal da panela tinha dono! É sempre assim, primeira semana em qualquer lugar é confusão. Acontece que pedimos as panelas pro Landlord e só hoje, 5 dias depois, tivemos nossos utensílios comprados. Passamos um pouco de fome, um pouco de trabalho, mas estamos aqui. Outra coisa é o espaço pra guardar roupas aqui: não cabe tudo. Aí a gente ta vivendo um pouco no armário, um pouco na cômoda, um pouco no carpete, até arrumarem uma nova cômoda.

E daí que continua nevando aqui em Dublin, em plena primavera, quase abril. E aí o aquecimento da casa não dá conta, e eu passo boa parte das minhas horas enrolada nos cobertores (que eu tive que comprar!).

 

Mas, pelo menos, tenho um novo lar! 😉

… Daí que nem tudo é cor de rosa.

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(vista da minha rua)

 

Pois é, acontece que nem tudo são flores nos jardins de Dublin, muitas coisas acontecem que acabam nos deixando um pouco pra baixo de vez em quando. Até esse post mesmo, que eu já escrevi, mas não foi publicado, eu não percebi, e vou ter que escrever de novo. Mas vamos lá, vou contar um pouco pra vocês do que eu tenho enfrentado por aqui…

 

… Daí que meu cartão Visa Travel Money parou de funcionar.

Foi assim, eu usei ele uma semana no supermercado, e na outra semana parou de funcionar. Todo meu dinheiro preso num cartão que não funcionava. Achei estranho, mas achei que poderia estar com o serviço fora do ar, talvez. Eis que chegou o meu cartão do banco daqui, e eu resolvi tirar meu dinheiro do VTM pra colocar no banco e tirar meu visto (é preciso ter no mínimo 3000 euros num banco daqui pra poder tirar o visto). Aí começou o inferno…

Pra encurtar a história, depois de passar horas no telefone com o Banco Rendimento no Brasil, e ouvir no final um “não há nada que eu possa fazer pra te ajudar” porque eu não sabia a data que foi feito o depósito no meu cartão, procurei o PROCON, a ouvidoria do banco e aquele que sempre resolve tudo quando as empresas não estão nem um pouco afim de cooperar: papai. Daí, a coisa se resolveu. Já consegui tirar parte do meu dinheiro, mas passei dias correndo atrás disso, e tendo um total descaso do Banco Rendimento à minha situação. E o problema é também que o VTM não é uma conta, é um cartão pré pago, então eu não podia fazer uma transferência e ia demorar tempo demais pra vir outro cartão. Na verdade eu me lembrei muito desse vídeo depois de horas no telefone pra ouvir um “não há nada que eu possa fazer pra te ajudar”: Judiiiite…

 

… Daí que fiquei 4 dias sem água quente.

Um belo fim de tarde, estamos os 8 moradores reunidos, todos sem tomar banho ainda, eis que o primeiro resolve se arriscar e… o chuveiro não esquentou. Tivemos que esperar o dia seguinte pra chamar um técnico. O técnico não retornou as ligações. No terceiro dia, ele apareceu no final da tarde, viu que tinha queimado uma peça do boiler, e avisou que só poderia trocar no dia seguinte, porque as lojas já estavam tudo fechadas pra ele comprar outra. Quarto dia, final de tarde, enfim, peça trocada! Agora vocês imaginem, esse tempo todo, 8 pessoas esquentando água no fogão pra tomar banho de caneca. No frio. Uma delícia.

 

… Daí que eu perdi a minha chave DENTRO DE CASA.

Tivemos a festa de despedida do meu flat mate espanhol, e apareceu umas 20 pessoas aqui em casa. Pra nossa própria segurança, trancamos os quartos, e ficou todo mundo no andar de baixo. Acontece que volta e meia minhas room mate pediam a chave pra pegar uma coisa ou outra e, numa dessas, a chave não voltou pra mim. E não ficou com ninguém. Sumiu. Foram alguns dias em que eu saía de casa e, quando voltava, rezava um terço inteiro pra ter alguém em casa pra abrir a porta pra mim. E, as vezes, ainda encontrava a porta do meu quarto fechada. Depois de tentar arrombar a porta do quarto algumas vezes, eu desisti, e já estava esperando a hora de me mudar, quando vi um brilho atrás/embaixo da minha cômoda certo dia… e tava lá a chave caída. Coisa de maluco.

 

… Daí que as pessoas que alugam quartos aqui não tem nenhuma consideração.

Acho que essa frase define BEM a minha situação. Quero dizer, eu já passei por quase tudo aqui procurando apartamento, desde um lugar completamente imundo e inabitável, até chegar no lugar perfeito e ele ter sido recém alugado. Mas a falta de consideração que eu tenho visto é impressionante. A primeira vez, um cara marcou comigo as 15hs. Mandei mensagem avisando que estava indo, e cheguei no local na hora combinada. Ninguém pra me receber. Liguei várias vezes… Nada. Depois de um tempo, voltei pra casa, e aí a pessoa resolve me responder que não tinha visto as minhas ligações, e já tinha passado a vaga. Tudo bem, né, não é a pessoa que fica lá plantada na porta esperando… Problema meu. Mas a segunda vez….

A segunda marcou comigo meio dia. Cheguei lá… ninguém. Liguei, liguei, liguei…. Nada. Depois de 2hs, resolvi ir embora. Aí a pessoa me liga de tarde, me avisando que estava numa correria no trabalho, e perguntando se eu não poderia ir no final da tarde. Fui. Apartamento legal, gostei, etc etc. Ela pede pra mim voltar no dia seguinte, pra conhecer as outras pessoas e, se for o caso, já fechar negócio. Marcamos, de novo, ao meio dia. Dessa vez, no que eu saí de casa já avisei que estava chegando. Ela me responde que está na rua, vai levar ainda 1h pra chegar em casa. Eis que a Bruna entra num mercadinho pra tomar outro chá de banco. 1h depois mando mensagem: “já posso ir aí?”. Nada. Espero mais 2hs. Nada. Aviso que tenho que voltar pra casa porque tenho compromisso, mas quero a vaga, e vou passar no dia seguinte pra fazer o depósito. Nenhuma resposta. Já no último dia, quando estou prestes a sair pra fazer o depósito, mando mensagem de novo perguntando se poderia aparecer lá. Aí, finalmente, me respondem: “Já passei a vaga pra alguém que tinha prioridade”.

E eu não consigo deixar de pensar: POR QUE ficou mostrando o apartamento então?? POR QUE me deixou horas esperando na rua?? POR QUE não me respondeu??

Mas parece que é bem normal por aqui não dar satisfação nenhuma pra quem procura apto.

 

… Daí que eu perdi meu cachecol no Burger King.

Me dei por conta só depois que cheguei em casa. Daí já bateu aquele desespero de quem mora no Brasil: alguém pegou. Já era. Meu cachecol preferido virou história. Mas, pra acabar um pouco melhor as histórias de desgraças aqui, no dia seguinte, voltei no Burger King e lá estava meu cachecol, enroladinho, esperando que eu viesse levar ele pra casa! 

 

Existem coisas boas aqui, afinal, mesmo no meio dos problemas. E tudo se resolve! 😉

… Daí que eu consegui um bico de Baby Sitter.

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(na falta de foto com as crianças, foto do bolo de nutella que eu fiz esses dias)

 

Da série “a amiga de uma amiga de uma amiga me indicou…”. E foi assim, me ligaram por indicação, e fiz meu primeiro bico de baby sitter. Cuidei de gêmeos de 20 meses, um menino e uma menina. Uns amores! Eles me adoraram, eu adorei eles. Agora, o detalhe básico: gêmeos. Gente! Haja fôlego. Uns espoletas! E eu que nem imaginava que gostava tanto de criança, gostei muito de cuidar dos pequenos portuguesinhos. E vamo que vamo pro próximo trabalho!!

… Daí que teve St. Patricks Day.

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E todo mundo enlouqueceu.

Eu posso resumir pra vocês com poucas palavras o que é o st patricks day: uma parada, chuva e gente bêbada doidona. Confesso que fiquei um pouco desapontada, porque afinal é, senão o, um dos mais conhecidos eventos da Irlanda, mas que pra mim pareceu um mini carnaval. Quero dizer, tava bem legal as alegorias, as bandinhas, o desfile… mas vale ver uma vez e ta de bom tamanho. Sem falar que choveu muito, e eu acabei me gripando.

 

Mas reclamações a parte, pra quem gosta de tomar um trago e enlouquecer, tem que vir pra cá num St. Patricks Day. As festividades começaram na quinta e vão até hoje, e a cidade estava cada dia mais louca. Por ser uma cidade com muitos pubs, acho que facilita pra todo mundo fazer festa também, já que no dia de St Patrick’s mesmo, que foi ontem, era proibido beber nas ruas. Claro que isso não era exatamente um impeditivo, mas se é pego, a polícia tira as bebidas na hora.

Eu vi muitos amigos no Brasil colocando no facebook a comemoração do St Patrick’s! Achei bem legal que a festa está se propagando pelo mundo. Aqui, vale a emoção: tu

sai na rua, todo mundo de verde, todo mundo orgulhoso de estar na Irlanda, feliz da vida. E eu que comprei um chapeuzinho, esqueci de levar pra parada… aiaiai.

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… Daí que nevou!

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E eu vi neve pela primeira vez!! Quando eu cheguei em Amsterdam também estava nevando, mas era praticamente imperceptível, eu não cheguei a sair na rua, e não se acumulou no chão. Agora, aqui não: em segundos o chão ficou como na imagem acima! Mas aqui as temperaturas são muito loucas, e por isso não ficou montes de neve nem nada, pois parou de nevar em seguida e a neve foi derretendo.

Mas, acontece que de manhã, numa linda segunda-feira, nevava e ventava bastantinho! E lá fui eu pra minha aula, 20 e tantos minutos a pé, de-lhe a engolir neve pelo caminho, quase sendo carregada pelo vento e con-ge-lan-do! E sabe o que mais? ADORANDO!! 🙂

 

A felicidade está nos detalhes, meus amigos!

… Daí que eu fui no Little Museum of Dublin.

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A escola onde eu estudo (falarei mais dela num post mais adiante) oferece muitas atividades extra-classe, como os passeios que eu tenho realizado. Fui verificar os passeios dessa semana, e vi o tal do Little Museum. Aí eu me interessei, né! Fiquei pensando no Mini Mundo em Gramado, mas em proporções europeias. UAU!!

 

… Coisa de turista, claro. Cheguei lá, muitos quadros, muitas informações… cadê o mini mundo?? Não tem mini mundo, turista!!

 

O Little Museum of Dublin conta um pouquinho da história de Dublin, desde sua fundação até os dias de hoje. Ele conta com doações dos próprios moradores da cidade, e nesses quadros, compostos de cartas, cartazes, informativos (e até objetos como garrafas de leite que já foram utilizadas por aqui), cronologicamente vão contando a história da cidade. É bem legal! Claro que se você vai esperando um mini mundo, talvez você se decepcione um pouco, mas se for atrás de cultura irlandesa, é um prato cheio! Vale a pena a visita!

 

E como não poderia faltar, claro….Image

 

… a foto da foto de um cachorro! 🙂

… Daí que eu fui em Glendalough

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É uma cidade relativamente perto de Dublin (cerca de 1h de ônibus), que conta com uma paisagem simplesmente deslumbrante. Data da época dos vikings, e era um antigo monastério. Eu não consegui ouvir toda a história sobre o lugar (já que, pra variar, eu fiquei mega enjoada na viagem), mas até hoje Glendalough conserva resquícios do monastério, um cemitério muito interessante, e uma vista maravilhosa.

 

 

 

 

 

 

 

… E patinhos!

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