Monthly Archives: May 2013

… Daí que rapadura é doce mas não é mole não!

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Foto das últimas aquisições do supermercado.

 

Bem, acontece que eu estou procurando emprego, caminhando em média 4 horas por dia entregando currículos por toda Dublin com amigos, batendo de porta em porta pra trabalhar de qualquer coisa. Mas como não tá fácil pra ninguém, não consegui emprego ainda. Reza a lenda de que é razoavelmente tranquilo conseguir emprego de au pair (babá), e pelo que eu tenho ouvido falar é o que mais dá retorno realmente (eu continuo fazendo bicos de baby sitter, mas apenas quando a família precisa de mim, ou seja, uma ou duas vezes por mês.. e isso não paga as minhas contas!). O maior problema do au pair é que ele possui duas modalidades: live in, ou seja, tu mora com a família. Isso significa ganhar salário (em média 100 euros por semana), não pagar aluguel nem comida, ou seja, praticamente não possuir conta alguma. Mas, por outro lado, também significa ter a privacidade tolhida e, muitas vezes, virar escravinho (ou vai me dizer que tu vai deixar de atender a criança porque não é sua hora de trabalho?). Não é algo que sirva pra mim no momento, até porque acabei de me mudar (falarei sobre isso quando tiver fotos decentes do flat!) e eu estou curtindo viver a minha vidinha em liberdade. Daí temos a outra modalidade: live out. É o mesmo esquema de babá normal, diário, mas você volta pra sua casa no fim do dia. Seria perfeito, se não pagasse tão pouco (em média 150 euros por semana), o que significa que não paga as minhas contas no fim do mês. Existe ainda o childminder, que paga bem mais (de 200 a 250 por semana) e aí sustentaria mais tranquilamente, mas com o detalhe que é muito mais difícil de conseguir (até hoje só vi por indicação). E aí caímos na realidade: vamos bater perna todo dia, porque au pair (ainda) não paga as contas…! Mas, pra ser sincera, job seeker também não.

 

Dublin tem algumas curiosidades interessantes, que eu queria compartilhar com vocês, mas não tenho texto suficiente pra post específico:

… Daí que aqui amanhece antes das 5h e anoitece depois das 22h

É uma loucura. Parece que é sempre dia. Não é à toa que a maioria das pessoas sofre de insônia ou algum mal que atrapalha o sono: está sempre claro! E a “melhor” parte é que você acorda de madrugada com a janela bem clara. É estranhíssimo. A parte boa, claro, é que as vezes é 22hs e eu to andando na rua de dia ainda…!

… Daí que Dublin não vende bebida alcoólica em estabelecimentos após as 22h

E essa é a maior incoerência que eu já vi nessa cidade. Conhecida pelos pubs, pelas cervejas, bebidas em geral, e por muita gente bêbada independente do dia da semana, a cidade simplesmente não vende bebidas após as 22h. Você tem que ir num pub beber, se quiser. Agora, vai comparar o preço do supermercado com o do pub… é absurdo! Portanto, aqui não tem essa de ir de noite comprar nenhuma bebida em loja não. Mesmo as lojas que nunca fecham, a parte das bebidas é trancada. Curiosíssimo.

… Daí que todos os semáforos aqui emitem sons quando o sinal abre para o pedestre

E apesar de ser meio irritante aquele TUTUTUTUUTUTUTUTUTU ininterrupto e em alto e bom som, é super útil para os deficientes visuais. Em Porto Alegre nós temos alguns desses semáforos, mas aqui são literalmente todos! Acaba sendo útil pros intercambistas também, e aí eu falo por experiência própria, pois muitas vezes eu não me antenava se eu podia atravessar ou não, aí eu ouvia o barulho e seguia firme forte e confiante!

… Daí que eu descobri que bergamota é um calmante natural

E não tem mais o que dizer: é isso mesmo! É deliciosa, é docinha, suculenta, barata… E pros dias que nem eu me aguento, é um salvador da pátria. Tem gente que bebe, tem gente que chora, tem gente que toma remédio… eu como bergamotas.

… Daí que a internet aqui chega a 150mb

Isso sim é um tapa na cara do Brasil. A internet é de alta velocidade e, diga-se de passagem, funciona! Nunca tive problemas com ela, salvo o sinal fraco nos lugares onde eu morei (no primeiro residencial o sinal não chegava no meu quarto e no segundo local que morei caía direto pela distância do modem. Agora eu sinceramente não tenho do que reclamar!). Mas é isso: eu possuo uma internet de 20mb, que satisfaz todas necessidades de downloads da minha vida. Ao mesmo tempo, tenho amigos com internet de 150mb que satisfaz todas as necessidades de jogos on line da casa ao mesmo tempo. É um absurdo de internet, só isso que eu tenho pra dizer.

 

E no próximo post, eu juro que conto do meu flat novo: da sua busca à sua realização!

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… Daí que tudo aqui mofa!

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É um inferno.

Você compra o pão hoje. Daqui 5 dias ele mofa. Põe na geladeira. 7 dias ele mofa. Masse de tomate. Mofa. Salsicha. Mofa. Tomate. Mofa. Tudo isso numa velocidade impressionante. Tudo mofa!

A ideia é não fazer compras pra semana, mas comprar tudo o que se vai utilizar num período máximo de 3 dias. Agora, quem é que tem saco de ir várias vezes por semana no supermercado?? Com exceção do meu pai, acho que ninguém. Daí a gente arrisca, coloca tudo no congelador, reza pra não mofar… e mofa.

Ainda não entendi muito bem o que é que acontece, por que as coisas mofam tão rápido. Já suspeitei que é porque o prazo de validade de tudo o que se compra aqui não é lá o mais avantajado do mundo, e também não sei se não é pela umidade do ar. O fato é que vocês não tem noção de quantos viveiros eu já tive dentro de potes que eu deixei comida na geladeira de uma semana pra outra. E quando eu digo viveiros, não é um pontinho ou outro verde não.. É uma mata atlântica inteirinha!

 

Enfim, se alguém souber de alguma dica ou tiver uma solução pra essa mofaiada toda, me procurem o mais urgente possível!!

… Daí que eu fui pra Rock of Cashel e Kildare

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Rock of Cashel fica localizado no sudoeste da Irlanda, há mais ou menos 2 horas de Dublin, e como vocês mais ou menos podem perceber na foto, conta com um castelo que já não está lá muito inteirinho pra ser mostrado a quem visita. Na verdade, o castelo em si já não conserva muitas coisas além da estrutura de pedra: o interior, feito de madeira, já foi feito fogueira lá algumas vezes. O resto, o tempo ruiu. Mas o mais interessante do castelo é que conserva uma estrutura com influências francesas, o que não é muito comum no restante da Irlanda. Sua arquitetura é um tanto quanto única por aqui, por assim dizer. Pra mim, o que mais vale mesmo, é a vista que se tem do morrinho onde está o castelo!

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Buenas, depois dessa viagem nós fomos pra Kildare, onde a Bruna não fazia ideia, mas é onde tem um centro de compras com outlet de várias marcas importantes, como Hugo Boss, Ralph Lauren, Tommy Hilfiger… E aí eu não tinha um centavo pra gastar! Elaiá!

Mas fica a dica, se você gosta de loja de marca, Kildare tem preços bem interessantes (pra você que tem uma quantia interessante de dinheiro na carteira, principalmente) e uma concentração razoável de lojas num centrinho. Vale a pena pra conhecer, no mínimo!

… Daí que eu fui na fábrica da Guinness

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Detalhe no trevo desenhado na espuma.

A Guinness é a cerveja mais famosa aqui da Irlanda. É um dos grandes símbolos por aqui, por assim dizer. É uma cerveja preta, encorpada e que você tem que estar muito disposto a gostar pra apreciá-la. Não sou nenhuma fã de cerveja, mas a Guinness tem testado minha paciência, principalmente por ter um gosto muito diferente das demais. Enfim, tem três tipos de pessoas na Irlanda: os que adoram a Guinness, os que odeiam, e os que estão na dúvida se não gostam da Guinness porque não gostam de cerveja ou porque é ruim mesmo (opinião totalmente pessoal, diga-se de passagem!!).

Bem, acontece que a Guinness é super famoso mundialmente, e muito consumida por aqui igualmente. É a grande patrocinadora dos maiores eventos, e como eu disse, um dos símbolos da Irlanda. Acontece que fomos visitar a fábrica, e confesso que fiquei um pouco decepcionada… Ao invés de vermos de fato o processo de fabricação, fermentação, tonéis, sei lá eu, vimos muito texto e pouca interação com o público. Como disseram algumas pessoas: “tudo isso eu encontro no Google!”. Bem, apesar disso, acho que vale sim o passeio. É uma fábrica muito importante pra esse país pra você simplesmente deixar de visitá-la! E o diferencial é que você pode servir sua própria Guinness, em um dos bares da fábrica, e ganhar seu certificado por isso (bem bonitinho!), e no bar no topo da fábrica tem uma vista maravilhosa da cidade. Mas, adivinha??? Pegamos um tempo “maravilhoso”, pra variar…. E as fotos saíram nubladas e cinzentas. Mas claro, valeu a vista!

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… Daí que eu fui pra Malahide

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Malahide pertence à Dublin, e é uma cidadezinha bem pequena que dá pra visitar pegando o Dart (o chamado trem daqui). Visitamos um castelo em que não era permitido tirar fotos no interior, jardins muito bonitinhos pertencentes ao castelo, e um protótipo de praia (eu não consigo chamar aquilo que eles chamam aqui de praia..!).

O bom é que o tempo estava ótimo, e pudemos aproveitar bastante. É meio ruim visitar jardins com tempo nublado, e aqui geralmente está sempre nublado… então tivemos muita sorte! No caminho de volta, ainda conheci duas meninas de Porto Alegre na estação de trem (as primeiras pessoas de Porto Alegre que conheço aqui)! Acho muito importante contar isso porque só de ouvir o sotaque delas bateu aquela saudade do Rio Grande do Sul…! A gente só se dá conta do sotaque que temos quando estamos fora e não ouvimos mais nossos conterrâneos.

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E claro, como não poderia faltar… a foto dum coelho (que eu quase roubei pra casa)!

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