Monthly Archives: August 2013

… Daí que se você achava que no Brasil tinha piriguete…

… É porque obviamente nunca veio pra Dublin.

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Stalkerzice à parte, voltávamos para casa num dia frio e chuvoso quando nos deparamos com essa menina de uns 13 anos vestindo esse modelito. Eu posso até começar a parecer uma tia chata recalcada, mas, ahhhh se fosse minha filha…!

Acontece que em Dublin a coisa mais comum que tem é ser piriguete. Não precisa necessariamente ter corpo pra isso, nem ser vulgar ou sensual. O negócio é colocar algo bem curto e mostrar tudo mesmo, ainda que tudo seja quase nada. O que mais surpreende é que aqui eles levam a sério o já famoso dito popular “piriguete não sente frio”. Era inverno quando eu cheguei aqui, nevava lá fora, eu tremia de frio enrolada em tudo que era de lã que tinha no meu armário, temperaturas negativas e… Irlandesas na rua vestindo um vestido tomara que caia tão curto que à medida que andavam dava pra ver a bunda. E isso não era uma nem duas, era sempre, todos os lugares que íamos, nas ruas mesmo. Claro que provavelmente a ideia era entrar na balada, que era mais quentinha de fato, mas tinha que aguentar um tempinho pra lá e pra cá na neve.

Mesmo sendo brasileira, o país conhecido por mostrar tudo mesmo, juro que nesse nível eu nunca vi.

Por outro lado… dá uma chegadinha na praia pra ver o tamanho dos biquínis que essas mulheres usam. Meu short é mais curto do que eles.

Aiaiai essas ironias irlandesas…

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… Daí que meu lugar favorito em Dublin se chama Grafton Street

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A “Rua Grafton” é, de longe, meu lugar preferido em Dublin. Qualquer hora que se passe, é divertido. É uma rua toda de tijolinhos, onde não passa carro (salvo carros de limpeza, polícia, construção, algo governamental, mas ainda assim é raro e passam bem devagar) e sempre tem MUITA gente transitando pra lá e pra cá. Tem várias lojas de roupas, em geral com preços mais salgados, mas também concentra variedade em termos de telefonia (quase todas operadoras de celular tem loja ali, a Vodafone tem 2, inclusive), fast food (1 Mc Donalds, 2 Burger Kings), banco, entre outros. E o que mais surpreende é que é uma rua razoavelmente pequena pra tanta concentração: em menos de 5 minutos é possível percorrer toda sua extensão.

Mas o que faz da Grafton Street um lugar sensacional são as apresentações de rua que ela oferece. Músicos, artistas, pessoas se fingindo de estátuas, homem-que-faz-bolhas-gigantes, dançarinos, acrobatas, tudo o que você possa imaginar, e ainda por cima de qualidade! E a criatividade rola solta, como dá pra ver nessa foto. As vezes as apresentações são tão interessantes que um número considerável de pessoas para pra assistir; chega até a ser complicado de enxergar o que está acontecendo, ou até mesmo de transitar na rua. Não tem como cruzar a Grafton sem dar pelo menos uma espiadinha curiosa no que as pessoas estão apresentando.

Durante a noite, existe as “bicicletas-táxi” que te levam pra qualquer ponto no centro da cidade. Nada mais é do que uma bicicleta acoplada a uma cabine semi-aberta que cabem em média 3 pessoas, e o “motorista” se mata pedalando pra levar até o destino. Cheguei a andar numa dessas um dia e achei divertidíssimo, embora o preço seja um pouco salgado. Cruzando a Grafton de noite é se deparar com muitas dessas bicicletas pra lá e pra cá. Quanto mais noite for, a diversão fica por conta das pessoas bêbadas voltando pra casa e achando que são artistas da Grafton.

Não importa a hora: a diversão é garantida!